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Mónica Roncon & Carolina Fonseca

 

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Numa busca pelo verdadeiro

Numa mágica tarde lisboeta, Carolina encontra um flyer a anunciar um workshop de Dança Oriental com Prisca Diedrich. Coisa inédita e revolucionária em Portugal. Estávamos em 2000.

Mónica, por outro lado, surpreendida pelo que parecia ser uma dança éxotica e femenina, foi igualmente ao mesmo encontro. Aí se cruzaram as duas bailarinas. Ambas frequentavam o Centro em Movimento (C.E.M.), mas não se conheciam.

Ficaram fascinadas pela candura e criatividade de Prisca Diedrich e desenvolveram essa linguagem tão própria e libertadora da dança oriental durante alguns anos..

Em 2001 criam em Lisboa as Zambra - Companhia de Fusão Oriental (actualmente, Zambra - Companhia de Danças Etno-Contemporâneas), juntamente com Elsa Shams, Marta Dias e Rita Fontes. Pioneira no seu género em Portugal e uma das primeiras também a apresentar a dança oriental no nosso país.

Em 2002 conhecem outra paixão comum, através da bailarina/ coreógrafa de origem húngara Myriam Szabo: as Danças Ciganas do Leste. Mónica tinha uma formação de base de flamenco e Carolina de acrobacia. Desfloraram estas danças de uma forma natural e facilmente se entregaram a essa paixão.

Nesse mesmo ano, Myriam convida-as a participar num projecto em que iriam trabalhar com o violinista cigano húngaro Roby Lakatos. Assim surgiu a oportunidade de formarem a Companhia de Danças Ciganas Salamantras, dirigida por Myriam Szabo, que contou, inicalmente, também com a participação das bailarinas Íris, Célia Fernandes e Catarina Woodcock, e que mais tarde se viria a denominar Salamantras - Companhia de Dança Duende.

Mónica e Carolina desenvolveram desde então um laço muito especial, fundado numa visão da dança comum, vivendo-a como a vida, com amor, intensidade e duende, passando a trabalhar em estreita colaboração:

Em 2003 viajam a Praga para assisitir ao Festival Internacional de Música Cigana Khamoro, com a oportunidade de estabelecer contacto com membros de comunidades ciganas de diferentes países da Europa do Leste e a sua expressão artística.

No mesmo ano iniciam o ensino de uma fusão das danças ciganas do mundo, a convite e segundo o método de Myriam Szabo. Viajam em tournée por Portugal com o grupo francês de música da Europa Central e do Leste Les Aminches.

Em 2004 são convidadas por Rosario Peinado, bailarina e coreógrafa sevilhana, para integrar o seu projecto «Quejío del Desierto», um espectáculo de flamenco contemporâneo, fado e dança oriental.

Em 2006 actuam com os músicos ciganos romenos Fanfare Ciocarlia (Fórum Lisboa) e Taraf de Haïdouk (Festival Avante).

Em 2007 inauguram o Festival «Noites da Nora» em Serpa, actuando com os portugueses Ciganos d'Ouro.

Em 2008 viajam à Roménia (Transilvânia), Hungria e Turquia, a fim de aprofundarem o seu conhecimento da música e dança ciganas destas regiões e estabelecer um vínculo mais estreito com as suas culturas.

 

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Foto: Cortesia Alexandra Afonso
Fotos: Cortesia Inst. Port. Fotografia
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